Aos 22 anos, Cheryl
Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a
família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26
anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770
quilômetros da chamada Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa
oeste dos Estados Unidos – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência
em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num
mapa. “Minha caminhada solitária de três meses pela costa oeste teve muitos
começos. Mas, na realidade, minha caminhada começou antes de eu sequer imaginar
empreendê-la, mais precisamente quatro anos, sete meses e três dias antes,
quando estava em um pequeno quarto da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, e
soube que minha mãe ia morrer”, escreve a autora. O contato de Cheryl com a
vida selvagem tem antecedentes. Ao completar 10 anos, sua família mudou-se para
a área rural de Minnesota. Não havia eletricidade, água corrente, banheiro
interno – nada, entretanto, que se comparasse ao que enfrentou na caminhada
solitária. Como se não bastassem a exaustão, o frio, o calor, a dor, a sede e a
fome, Cheryl tinha ainda que enfrentar outros fantasmas. “Todo processo de
transformação pessoal depende de entrega e aceitação”, afirma.
Autora: Cheryl Strayed
Editora: Objetiva

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